Séries

Farewell, Penny Dreadful

Quem me segue no Twitter ou lê o blog regularmente sabe o quanto sou apaixonada por Penny Dreadful – ainda mais vide o textão que já escrevi sobre a série aqui no blog tentando convencer geral a assistir. Então se você sabe que a série foi finalizada no último domingo assim, de repente, não mais do que de repente, deve ter ideia sobre o quanto estou sofrendo (drama é meu nome do meio, basicamente).

Gosto de séries, livros e filmes que misturam fantasia com suspense e terror, e isso, também, não é novidade. Então quando, alguns anos atrás, fiquei sabendo que a rainha do universo, Eva Green, protagonizaria uma série contendo todos esses elementos morri e fui pro céu de tanta felicidade. A série era tudo o que eu mais queria e não fazia ideia: uma trama de terror se passando na Inglaterra vitoriana, uma protagonista feminina misteriosa e cativante, criaturas sombrias, profecias e predestinações. E tudo isso embalado para presente com uma trilha sonora incrível, figurinos e cenários impecáveis, e a participação de figuras conhecidas de histórias de terror como Drácula, Dorian Gray e Dr. Victor Frankenstein.

Morri de amores logo no episódio piloto e foi pra nunca mais voltar. Penny Dreadful se transformou em uma das minhas séries favoritas, uma daquelas que eu mal aguentava de tanta ansiedade pelo próximo episódio. A trama me cativava, me deixava curiosa e bolando mil teorias sobre os personagens, coisas tais que eu não fazia com outra série além de Supernatural ou As Crônicas de Gelo e Fogo (livros, principalmente) e Harry Potter, quando ainda estava no colégio. Mas aí, senhor criador do seriado, John Logan, resolveu que três temporadas bastariam para contar a história de todos aqueles personagens e não avisou nada para seu público que, até último domingo, estava crente na continuidade da história.

Errou rude, John Logan, errou feio!

Agora estou inconsolável ao saber que, enquanto séries como Arrow continuam sendo renovadas ad infinitum, Penny Dreadful terminou. E, tudo bem, a série teve sim seu final apropriado e foi de acordo com a visão de seu criador, mas sentimentos são os únicos fatos e eu sou péssima para desapegar. Eu ficaria feliz assistindo a todos esses personagens simplesmente sendo lindos e passeando com suas roupas maravilhosas por Londres, valsando em um salão cheio de sangue (sim) ou falando em verbis diablo da mesma forma como ficaria feliz assistindo Dean Winchester comendo torta por 45 minutos. É amor, vou fazer o quê?

E para que você não fique pensando que a série era só sobre coisas demoníacas e possessões, te digo que Penny Dreadful era muito mais do que isso. Na personagem de Vanessa Ives, por exemplo, tivemos uma protagonista feminina forte, maravilhosa e dona do próprio destino mesmo que as forças do mal (coisas como Lúcifer e Drácula, só pra constar) a quisessem a todo custo. A série inteirinha foi sobre ela, sua fé e suas escolhas e mesmo no final, quando tudo estava perdido, assim estava por escolha dela. E talvez você não entenda o que quero dizer pois não vou contar spoilers aqui, mas faz uma diferença tremenda ver tudo ruir por sua própria escolha do que por vontade dos outros (sendo que esses outros, normalmente, são homens e meh).

Mas não só de Vanessa ‘Eva Green’ Ives é feito Penny Dreadful e tenho que falar, pelo menos um pouquinho, das outras mulheres maravilhosas desse seriado. Apesar de o destaque óbvio ir todo para Vanessa, Brona Croft/ Lily da Billie Piper, Madame Kali da Helen McCrory e até a chatolina da Hecate Poole da Sarah Greene são maravilhosas, cada uma a sua maneira. Em momento algum elas estão lá para dar suporte a trajetória de um personagem masculino, em momento algum elas aparecem só para constarem: seus desejos, suas histórias e dramas sempre são levados em consideração. Gosto especialmente, dentre esse seleto elenco de mulheres, dos discursos inflamados de Lily que soavam quase feministas, da alma e da força da personagem. Foi bonito vê-la em ação, vestido sua dor e tristeza como características intrínsecas a ela. Assim como também foi incrível ver a adição de duas novas personagens fantásticas que não tiveram muito tempo de tela mas que, ainda assim, me cativaram intensamente: Drª. Seward interpretada pela ótima Patti Lupone e Catriona Hartdegen de Perdita Weeks. E a Drª. Seward, vale lembrar, é um homem na versão original de Drácula escrita por Bram Stoker o que só me faz dizer: mais um ponto para Penny Dreadful!

Enfim. Esse texto todo não tem outra intenção que não externar meu sofrimento de eterna fangirl. Vou sentir falta de ver todos esses personagens sendo bobos, incríveis, metendo os pés pelas mãos. Vou sentir falta do Mr. Lyle chamando Vanessa de “Dear Miss Ives”, de ouvir Vanessa falando o verbis diablo ou simplesmente orando. Vou sentir falta dos sustos, das lágrimas, do nervosismo. Penny Dreadful me cativou pra sempre e, mesmo com o final agridoce, permanece uma das minhas séries favoritas.

Adeus, Penny Dreadful.
Na minha imaginação estão todos felizes, serelepes, tomando um chá em Londres, valsando e fazendo coisas que pessoas vitorianas costumavam fazer. :~~

2016-06-14
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