não pra mim, que decidi, que desde já, só faço e refaço 21 anos! então, quando me perguntarem quantos anos eu tenho, todos já sabem a resposta né?! 21! e terei eternamente 21! até porque, só de pensar que tenho 22, minhas costas doem, e com elas, a perna, os joelhos, o fio de cabelo, e fala sério, ninguém merece né?! Então, declaro que agora todos os anos farei 21 anos! uhuuu afinal, 21 é mais bonito, a soma da 3, e é tudo de bom! então decidido isso, posso passar pro próximo assunto aleatório do post de hoje?! Até poderia, mas quem disse que eu tenho esse tal assunto aleatório em mente?!
*5 horas depois* Ah! já sei! meu tcc!! por incrivel e estranho que pareça, ele está caminhando dentro dos conformes! E apesar, de termos algumas irritações, no final elas são apenas pontos que nos fazem dar risada. Okay, sério mesmo, tem gente que é irritante né?! Eu sei que é cruel, mas eu não tenho mais paciência pra algumas coisas hoje em dia, tipo, não tenho paciência alguma pra ficar em filas, não tenho a menor e mais simples paciência pra ficar no transito! e quem dirá, paciência pra pessoas que me irritam! É complicado, ainda mais quando tem uma dessas por perto, mas até que eu e o resto do grupo estamos nos saindo bem, em relação a paciência, uns com os outros, e tem sido até divertido ficar horas e horas na facul fazendo esse maravilhoso trabalho. Só espero que ascoisas possam continuar desse jeito, caso contrário, bombas, flechas, e outras armas mortais ou não, serão lançadas e ai, já viu né?!
Bom, a parte boa de tudo isso, é que terminando o TCC, vem as férias! e com elas, o ano que vêm, que trará coisas boas para a minha pessoa! Irei viajar logo no começo do ano, ai volto, e depois vou para a Disney com as meninas do meu grupo, pra gente comemorar, que finalmente acabou! e Uhuuu Disney!!! não precisa dizer mais né?! só me resta uma declaração a fazer sobre esse assunto: Já é dia 6 de fevereiro?!
Mudando de assunto, e voltando para a idade, algo que tenho reparado, é que não consigo mais produzir um pensamento linear constante por muito tempo, e a cada dia que passa, minha memória está pior, o que me lembra, cara, o dia que eu tiver a idade da minha avó não vou nem saber quem eu sou! E depois as pessoas perguntam, mas porque você não gosta de fazer aniversário?! Er.. bem… qual é mesmo meu nome?!
Agora falando sério, o problema não é fazer aniversário, e nem a parte do a cada ano que passa ela fica mais velha, mas sim, o fato de que o ano passou e eu não faço idéia do que to fazendo aqui. e apesar de ninguém além de mim, me precionar pra saber o que diabos eu vou fazer da minha vida, ahh é horrivel não saber! E eu sei que ninguém mais aguenta ouvir dizer que eu não faço idéia! Mas em fim, eu não faço mesmo.
Bem, e agora vou ficando por aqui, porque preciso dar continuidade ao meu: Projeto verão sem burca, que está meio parado e precisa urgente continuar! então, até a próxima com mais devaneios e comentários sem sentidos!
até a próxima!
*sai voando*
O mundo está girando rapidamente, e me sinto parada em relação aos acontecimentos, digo, parece que nada andou, mas quando para e olho o calendário, vejo que não é mais 1 janeiro de 2007, ano em que entrei na faculdade, mas sim, agosto de 2010, quase setembro já, e a cada dia mais próximo da entrega do projeto de conclusão de curso, que ao meu ver, parece que nunca irá terminar, e que a cada passo que damos para a frente, parece que foram 2 para atrás.
Claro, sei que isso é a coisa mais normal, e que é só nossa percepção doida entrando em ação, mas realmente, parece que tudo vai acabar e no final, a sensação é de que eu apenas pisquei.
Talvez eu ache isso, por não fazer idéia do que sou, e muito menos do que quero. E não disso “o que sou” como se não soubesse coisas simples, como quem são meus pais, que sou humana e mulher, mas o que sou num sentido mais profundo, como, não ter até hoje, formado uma personalidade que me defina, que todos que eu conheço podem falar, isso é a Mari. Claro, existem muitas coisas que são a minha cara, mas nada que me faça ter orgulho de dizer: não, isso sou eu. Afinal, não fiz nada que pudesse me tornar única, sou apenas mais uma na multidão, não chamo a atenção por algo que se destaque em mim, mas me misturo com ela e mesmo assim não sinto que ali é meu lugar, como também me sinto excluída do chamado “mundo real”, é estranho dizer isso, mas tenho a sensação de que talvez esteja no lugar errado, fazendo tudo errado e que se tivesse em outro tempo e em outro lugar, poderia me encontrar facilmente, mas aqui, nesse tempo, pareço à mim mesma uma completa estranha.
Indecisa e crítica, atualmente são as palavras que mais combinam comigo, não que eu me orgulhe de ambas as palavras, mas sinceramente, a resposta que consigo dar com mais freqüência é apenas um “não sei” e um “tanto faz”, pois parece que esqueci como é dizer o que penso para aqueles que amo, talvez com medo de ser muito crítica, como costumo ser, ou talvez por indiferença, ou ainda quem sabe, porque eu realmente não faço idéia do que estou fazendo aqui.
Quando criança, parecia que eu me encaixava, tanto em casa, quanto com meus amigos, eu era uma líder, aprendi a ceder, a mandar, a conquistar, a fazê-las concordarem com minhas idéias, e principalmente, fazer com que se sentissem parte de algo, e com isso, fossem felizes. Mas no meio do caminho desaprendi essa arte, e passei a ser apenas segundo plano para a maioria das pessoas que me seguiam, sobrando apenas uns poucos que com o tempo passaram a seguir outras pessoas.
Nunca entendi como isso aconteceu, mas aconteceu, passei de garota popular e super adorada por todos a minha volta, para alguém de nível mais insignificante que uma barata! Não que não tenha feito amigos e sido feliz, mas faltava alguma coisa, alias, ainda falta, não sou mais líder em nada, nem mesmo no futebol, em que me considero suficientemente habilidosa, ouso ser líder, afinal, quem quer um líder que só consegue dizer, não sei, talvez e palavras de crítica e irônicas?! Não sei se me tornei assim para me proteger dos outros que se voltaram contra mim, se foi convivência com pessoas quase tão insignificantes quanto eu, ou se não há explicação.
Quando menor, acreditava que as coisas haviam acontecido, porque quando eu fosse mais velha, seria capaz de dar a volta por cima, como as heroínas da TV, mas eu fiquei mais velha e não dá para continuar acreditando que um dia, uma gata falante vai bater a minha porta! E assim, eu vou encontrar algo mais forte do que eu mesma, que vou encontrar dessa forma meu destino, como uma heroína atrapalhada, que mesmo sendo indefesa como humana, quando alguém precisa de ajuda, ela sempre aparecerá para ajudar, mesmo que seja alguém que um dia a fez mal. Infelizmente, sei que não é esse meu destino, até porque, sou rancorosa o bastante para deixar de ajudar aqueles que um dia me fizeram mal, não que eu queira matá-los ou deseje mal a eles, mas se não forem muito próximos, não vejo porque ajudá-los, afinal, o que eles fizeram por mim? Talvez isso me torne egoísta, mas anos de magoa tornam qualquer um egoísta.
Claro, não é tudo tão ruim quanto parece, afinal, encontrei uma forma de extravasar, não uma, alias, várias. Dediquei meu tempo livre ao futebol e com ele aprendi a dividir, tanto as derrotas, como as vitórias, as chances e a pressão, mas a não ser no campo ou em quadra, não me sentia próxima as pessoas que ali estavam, e só me sentia incluída durante os treinos e jogos, fora das quadras, eu voltava a ser apenas mais uma entre muitos. Quando não estava jogando, ficava em casa, com meu computador.
Aprendi a interagir na rede, comecei com fóruns e blogs, pois na época acho que nem existiam redes sociais. Desenvolvi habilidades, que não considero nem um pouco boas, se comparadas as dos blogueiros e das blogueiras em quem me inspiro, mas mesmo assim, são o suficiente para manter minha mente ocupada e entretida em um mundo completamente louco, onde as palavras tornam-se as pessoas, e não existe certeza absoluta se é isso que quem escreveu é ou pensa. Esse mundo abriu para mim uma possibilidade, uma chance de tentar ser aquela menina, líder, alegre e encantadora que tinha muitos ao seus pés, pude criar uma pessoa que não era o “eu” que não sabe nada, mas o “eu” que tinha desaparecido, cresci nesse meio, fiquei conhecida, não tanto por meu blog, mas por minhas participações em fóruns e sites que fiz e ainda faço parte.
Mas é engraçado como as coisas acontecem, há algum tempo, venho percebendo que não tenho mais como subir, como ir mais longe nos lugares em que estou, porque se eu o fizesse, faria a mesma coisa que outros fizeram comigo, e me sinto idiota, não por não querer ir mais longe, mas por não conseguir me igualar à aqueles que são mais fortes que eu. Por mais que eu me esforce, sempre aparece alguém melhor, e que com menos tempo e esforço, ocupará meu lugar com facilidade.
Talvez eu devesse aceitar o fato de que não nasci para uma vida de recompensas e brilho, mas acho que era mais fácil desistir se eu nunca tivesse experimentado ser o centro das atenções algumas vezes. Não digo que quero ser o centro das atenções o tempo todo, de jeito nenhum, mas queria que ser reconhecida de vez em quando e mais importante, me sentisse parte de algo maior e mais importante do que eu ou você.
E quando paro para pensar sobre isso, me lembro que não faço idéia do que me aguarda o futuro e que isso parece pior do que ser deixada de lado e perder as qualidades que achava que tinha. Isso me mostra que apesar de ser possível deixar as coisas melhores, também significa que elas ainda podem piorar.
Hoje sei que meu centro, e provavelmente uma das únicas coisas que me mantém em pé, são alguns poucos amigos com quem já não falo muito, e meu namorado, que deus sabe, não sei o que viu em mim. E sei, que logo, esses amigos estarão ainda mais longe, seguindo suas vidas, e que se eu não decidir logo o que quero, vou perder tudo. E isso simplesmente me impede de tomar qualquer atitude, porque não quero que as únicas coisas que me mantém em pé, mudem.
Pensando nisso, acho que na verdade, talvez não tenha perdido a capacidade de fazer amigos e liderá-los, mas talvez tenha perdido algo mais importante, minha coragem.
E apesar desse post ter ficado gigantesco, quem sabe eu não posso escrever um livro de alto ajuda né?! *sarcastica* Fim do capítulo 1 gente! “O sofrimento” hehehe talvez vendesse bem não?!
Ela teve um sonho estranho, nele, ela dormia e sonhava, todas as noites com o mesmo sonho… foram várias noites em uma só, com um sonho continuo, noite após noite, sem perceber que esse sonho se completava até a hora que acordou realmente. No começo, os ramos de amor e família começaram a crescer, deixando o lado profissional de lado. Ela não se preocupava, pois sabia que um dia encontraria algo. Pouco depois, tudo caminhava bem, mas havia coisas que ela desejava fazer, lugares que gostaria de conhecer, pessoas com quem gostaria de se relacionar. Seguia-se um desejo de coisas novas, emocionantes, mas atrás um medo, sabia que era impossível manter duas cosias completamente diferentes juntas. Uma o desejo de se assentar, de amar e se sentir segura. E outra, o desejo do desconhecido, do novo e as aventuras e histórias que teria para contar. No sonho ficava cada vez mais claro que esses seriam dois caminhos opostos, e cada dia que passava, o sonho com seu futuro a deixava encurralada. Terminando pouco antes de acordar, com uma trilha e dois caminhos. Um deles levava a segurança e ao amor que ela lutou para conquistar, o outro, para o desconhecido, para novas emoções que ela outrora havia desejado com todas suas forças.
Ao acordar um aperto no coração, sabia que era possível tentar ter os dois, afinal, um desses caminhos ela já havia trilhado, e o outro a chamava em seus mais intimo. Mas era arriscado, sabia que se optasse pelo desconhecido, iria mudar muito, talvez fizesse com que crescesse, talvez desenvolvesse um desejo pelo lado profissional, talvez se tornasse mais confiante, talvez provasse a si mesma que seus medos eram infantis e que nada iria fazer mudar aquilo que ela passou a amar mais que a própria vida. Talvez fosse idiota em pensar que pudesse mudar a ponto de destruir tudo que havia conquistado, ou que passasse a gostar menos ou até a deixar de amar o que construiu até agora.
Ela precisa decidir o quanto vale seu presente e o que pretende para seu futuro, pois seu tempo está acabando, e logo tudo não passará de “e se” que transformarão tudo em sonhos deixados de lado. Precisa decidir antes que seja tarde e o destino, se existir, tome essa decisão por ela.
Terminado esse pequeno conto, o que acharam?! E mudando de assunto… Feliz dia dos pais gente!