As crônicas de Artur - O rei do inverno de Bernard Cornwell

Como todos sabem, eu sou fã da Inglaterra, mais precisamente da Bretanha, e completamente apaixonada por tudo que envolva as lendas e histórias que aconteceram por lá, se tiver magos e magia incluída, bom, não preciso nem falar né?!

Roubei o livro de uma amiga, na semana do carnaval, porque tinha esquecido de levar algum livro pra viagem, e as palavras Artur, e Merlin me instigaram a sequestrá-lo por um tempo! Confesso que no começo da história ficava comparando este livro com os da Marion Zimmer bradley que me tornaram adicta a todo esse mundo que antes não despertava tanto interesse, e bem, enquanto comparava as personagens e ficava com raiva que elas eram bem diferentes do que Marion descrevia, comecei a duvidar de que gostaria do livro, mas a leitura fluida através das palavras do harmonioso Derfel, um jovem resgatado por Merlin que vivia no Tor, até que sua vida foi virada ao avesso, tornando-o um dos guerreiros de Artur, me comoveu e dissuadiu minha relutância e acabei me entregando aos encantos de Bernard Cornwell nessa versão das incríveis lendas e histórias da Bretanha.

Palavras elegantes e não tão usuais no dia a dia, tornam a narrativa romântica e agradável mesmo quando os horrores da guerra são descritos. Um mundo sonhado por Artur, onde a paz reina, e os inimigos ficam de fora, parece tão impossível que muitos nem ousavam sonhar, e mesmo quando todas as possibilidades estavam contra nossos heróis, inclusive os deuses ou quem quer que você cultue, parecessem tê-los abandonado, esses guerreiros com suas lanças e espadas demonstram uma bravura que a muito parece que nós esquecemos, mostram força de vontade para lutar com todas as suas forças, para comprimir um juramento, defender sua honra e de suas amadas, encarando a morte para tentar tornar o sonho de uma Bretanha unida real.

Poder imaginar que um dia essas batalhas realmente aconteceram, me faz sentir pequena e insignificante, porque tantas vidas foram sacrificadas em nome de deuses, para realizar a vontade dos próprios homens, mas que se não tivessem acontecido, hoje eu não estaria aqui escrevendo minhas impressões sobre isso.

Me encantei com o personagem Derfel, um saxão se que considera Bretão após ser salvo por segundo Merlin os próprios deuses, um herói que narra a história através de seus atos durante a guerra que depois de muitas vidas desperdiçadas terminou com a suposta união da Bretanha, que teria paz por alguns anos. Derfel se tornou guerreiro e amigo de Artur, jurou defendê-lo e assim o fez, nunca faltou com sua palavra e se mostrou um personagem admirável, mas que talvez até quase o final do livro não tenha entendido Artur, apesar de sempre acompanha-lo, mesmo assim, tem momentos que ele entende Artur muito bem e em um deles é o trecho em que depois de tantos anos pode ver sua amada por alguns momentos:

– Você o entende? – perrguntou ela depois de um tempo.
– Não entendi na época, senhora, achei que ele era um tolo. Foi o que todos achamos.
– E agora? – seus olhos azuis estavam fixos nos meus.
Pensei por alguns segundos.
– Acho, senhora, que pela primeira vez na vida Artur foi golpeado por uma loucura que ele não pode controlar.
– O amor?

– Entendo que é possível olhar nos olhos de alguém – ouvi-me dizendo – e de súbito saber que a vida será impossível sem eles. Saber que a voz da pessoa pode fazer seu coração falhar, e que a companhia dessa pessoa é tudo que sua felicidade pode desejar e a ausência dela deixara sua alma solitária, desolada e perdida.

(pag. 456)

Essas palavras soaram fortes e marcantes, me fazendo desejar poder um dia sentir isso com tanta intensidade a ponto de cometer loucuras.

Em fim, acho que todas as palavras que pude encontrar pra descrever o que achei do livro não descrevem metade do que ele realmente é, mas espero que pelo menos tenha deixado alguém interessado em ler essa obra e depois me dizer o que achou! Hehehe mas que fique claro que entre os livros que já li sobre a Grã-Bretanha, o da Marion ainda é de longe o melhor e mais envolvente de todos. Hehehe

E por hoje fico por aqui!

7 respostas a “As crônicas de Artur, O rei do Inverno de Bernard Cornwell”

  1. Esse é um dos meus livros favoritos! Eu gosto do Derfel tbm, mas como o livro se chama ‘As Crônicas de Arthur’ eu queria MAIS do lindo do rei na história! Sempre que mudava o foco para os problemas do Derfel, eu queria que Arthur aparecesse logo pra me salvar. Pegue os dois próximos livros que o nível só aumenta, é impossível largá-los antes da conclusão!

  2. Hey ^^

    Fiquei curiosa – apesar de ler alguns do gênero e ficar um pouco entediada, talvez pela escrita detalhada demais (se é rápido reclamo, se prende reclamo kkk)….
    Gostei da dicaaaa….

    Xxx

    :: Loma

  3. Maaari, como faço pro wordpress ‘aparecer’ no endereço do blog? Não consiiigo fazer isso. >_<

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